quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

HEMISFÉRIOS

 O mapa é uma forma de representação da realidade. É um suporte de informações sobre os elementos naturais e humanos existentes no espaço: área ocupada, posição, distribuição, etc.
A interpretação de um mapa depende do conhecimento dos códigos básicos utilizados pela linguagem cartográfica e alguns processos de sua elaboração: a escala, os sistemas de projeção, as convenções, o sistema de localização, etc. Este texto destacará o sistema de localização baseado nas coordenadas geográficas, definidas pelas latitudes e longitudes.
O sistema de coordenadas, utilizado até hoje, foi pensado pela primeira vez na Antigüidade por Eratóstenes (século 3 a.C.), que dividiu a superfície da Terra, em meridianos e paralelos e, posteriormente, por Hiparco (século 2 a.C.) que traçou, sobre um globo, uma rede de meridianos, cujas medidas cobriam os 360º da circunferência do planeta. Cláudio Ptolomeu (século 2 da era cristã), na sua obra "Geografia", construiu mapas do mundo conhecido, através de relatos e registros de viajantes e indicou a localização dos lugares mais importantes com as linhas de latitude e longitude.
Apesar das imprecisões da localização desses lugares nos mapas de Ptolomeu, esse sistema de coordenadas cartesianas tornou-se parâmetro universal para a determinação da localização em mapas que representavam grandes extensões do espaço terrestre.


Os paralelos e meridianos

A localização no espaço geográfico é estabelecida por um sistema de coordenadas formadas por linhas imaginárias: os meridianos, formados por linhas traçadas que ligam o pólo geográfico norte ao pólo geográfico sul, e os paralelos formados por qualquer circunferência paralela à linha do equador.
O paralelo principal, a linha do equador, foi traçado a igual distância dos pólos e divide a Terra horizontalmente em duas partes iguais: o hemisfério Norte, também chamado setentrional ou boreal, e o hemisfério Sul, também chamado meridional ou austral.

Os meridianos são todas as linhas traçadas num mapa no sentido perpendicular ao Equador, de um pólo a outro. Nenhum meridiano delimita a Terra em duas partes iguais, pois não circundam totalmente a esfera terrestre. No entanto, ao ligar um meridiano com o seu oposto, ou antimeridiano, é possível a delimitação da Terra em duas metades iguais.
O estabelecimento da linha do equador como paralelo inicial foi fácil de ser concebida, por ser o maior e ocupar a posição central da Terra em relação às regiões polares. Porém, os meridianos têm o mesmo tamanho e não contornam toda a terra (formam uma semicircunferência) e, neste sentido, nenhum se qualifica como principal.
Somente em 1884 ficou estabelecido, por convenção internacional, que o meridiano de referência ou principal, seria o que passava pelo antigo observatório de Greenwich, próximo à cidade de Londres: o meridiano de Greenwich. Este meridiano e o seu antimeridiano dividem a esfera terrestre em dois hemisférios: leste ou oriental e oeste ou ocidental.

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