sexta-feira, 11 de março de 2011

DEBATENDO: SUBNUTRIÇÃO E FOME

No final da década de 1940, enquanto muitos países se recuperavam dos danos causados pela II Guerra Mundial, outros ainda lutavam contra o imperialismo, sobretudo europeu. Nessa época a desnutrição e a fome, que castigavam grandes parcelas da população da Africa, Ásia e América Latina, ganhavam repercussão mundial.

Mais tarde, já na década de 1960, as elevadas taxas de crescimento da população nos países subdesenvolvidos criaram um cenário sombrio. Especulava-se que a produção de alimentos não seria suficiente para alimentar a população mundial e a fome atingiria um número cada vez maior de pessoas nos países e regiões mais pobres.

Atualmente, constata-se que apesar da fome ainda castigar mide pessoas, as especulações feitas no passado não se concretizaram. Segundo a FAO, a ingestão média de alimentos e o nível de vida da população mundial têm melhorado, embora lentamente. Mais de 800 milhões de pessoas sofrem de desnutrição crônica, ou seja, não ingerem sequer o número minimo de calorias necessário ao fornecimento de energia ao corpo. Se considerarmos as pessoas que ingerem apenas esse minimo, mas estão subnutridas por não terem acesso a uma alimentação balanceada, com cereais, verduras, frutas, legumes, leite e carne, a cifra sobe para mais de 2 bilhões. Na África, o número de subnutridos duplicou entre 1970 e 1990, mas no leste e sudeste asiático, inclusive na China, a subnutrição foi reduzida a metade nesse mesmo período.

Nos últimos 50 anos, embora a área cultivada não tenha apresentado crescimento expressivo, a agricultura mundial obteve grande aumento de produtividade. Isso ocorreu graças ao desenvolvimento de novas tecnologias aplicadas a produção e ao aprimoramento de outras já existentes. Esses avanços, emboras desiguais no espaço geográfico, permitem que a atual produção mundial de alimentos é suficiente para abastecer 10,5 bilhões de pessoas, quase 50% a mais do que a população atual.

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